O que se sabe sobre brasileira assassinada na Bolívia
04/04/2025
(Foto: Reprodução) Jenife Silva foi encontrada morta estrangulada na última quarta-feira (2) em seu apartamento na cidade boliviana de Santa Cruz. Principal suspeito se apresentou na delegacia. A brasileira Jenife Silva, de 37 anos, natural de Santana (AP), foi encontrada morta em seu apartamento na última quarta-feira (2) na Zona Norte de Santa Cruz, na Bolívia. Segundo o que foi repassado pela polícia boliviana, Jenife morreu estrangulada, além de ter sofrido estupro e esfaqueamento.
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De acordo com as autoridades bolivianas, a mulher foi vítima de um feminicídio praticado por um adolescente de 16 anos, com quem mantinha relações. O caso é investigado pelo Ministério Público da Bolívia.
"Foi realizada uma autópsia forense, e a causa da morte foi determinada como asfixia mecânica por sufocamento. Isso significa que uma segunda pessoa causou a morte da vítima", disse o promotor Daniel Ortuño, responsável pelo caso.
Uma amiga da vítima esclareceu que Jenife tinha terminado o curso de medicina em Santa Cruz, onde residiu por 6 anos, e já estava morando novamente no Amapá. A vítima retornou à Bolívia para buscar o diploma do curso.
Segundo o relatório preliminar da polícia boliviana, o adolescente se apresentou na delegacia e alegou ter uma relação próxima da vítima.
Em seu depoimento, o suspeito disse que durante relações sexuais com Jenife, ela sofreu um mal súbito e o mesmo fugiu em seguida.
As informações foram divulgadas ao g1 pelo cunhado da vítima. Ele contou que uma amiga de Jenife na Bolívia informou que o adolescente pertence à uma família influente no local.
Família da vítima
Os pais de Jenife possuem situação delicada de saúde. A mãe estava em Minas Gerais, aguardando por um transplante de coração, e o pai possui fragilidades psicológicas.
Ambos não puderam ceder entrevistas devido ao abalo emocional, assim como as duas irmãs mais novas da vítima.
"Ontem ela (mãe de Jenife) teve a notícia que entrou na fila do transplante, e ontem mesmo ela teve a triste notícia que a filha tinha sido assassinada. Só que nós montamos um esquema para ela receber essa informação, que ela não tem coração para um baque desse [...], ela tem 19% da função cardíaca", explicou o cunhado.
Vítima deixou dois filhos
Divulgação
O cunhado de Jenife disse ainda que oficialmente o laudo não foi liberado devido à ausência de parentes de primeiro grau na Bolívia.
"Ela foi engasgada até a morte, sufocada. Isso aí é fato, tá no laudo, só que eles não disponibilizaram por não ter nenhum familiar próximo lá. Então quando chega um amigo da faculdade, a primeira coisa que a polícia diz é parente? Não. Então qual o seu interesse? [...] Eles não dão", contou.
Translado do corpo
Autoridades do Amapá informaram que se solidarizam com a família para o translado do corpo da vítima. Governo do estado informou que vai custear o processo (Veja a nota do Ministério das Relações Exteriores no final da reportagem).
Jenife, que estava se formando em medicina, deixou dois filhos, um menino e uma menina.
Nota do Ministério das Relações Exteriores:
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, tem ciência do caso e está em contato com os familiares da brasileira, a quem presta assistência consular, e com as autoridades locais.
Informa-se que, em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais.
O traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família e não pode ser custeado com recursos públicos, à luz do § 1º do artigo 257 do decreto 9.199/2017.
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